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TRANSPARÊNCIA · EDUCAÇÃO · CIDADANIA

Entender os impostos é o primeiro passo para acompanhar o Brasil.

Por trás de cada número do Impostômetro há tributos pagos no consumo, na renda, no patrimônio e na atividade das empresas. Aqui, você entende o que a contagem mostra e como esse dinheiro circula pelo país.

Informação com fontes públicasConteúdo revisado em 1º de outubro de 2026

Um número grande. Uma explicação que cabe na vida real.

O Impostômetro nasceu em 2005, em uma parceria entre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Sua proposta é tornar visível o volume de tributos arrecadados no país e estimular a discussão sobre tributação e serviços públicos.

Este portal reúne a contagem de referência da ACSP, ferramentas de simulação e conteúdo educativo. É um projeto independente: não representa a ACSP, o IBPT ou um órgão de governo.

Fonte: história do projeto no IBPT ↗

Como funciona a contagem?

O painel nacional soma tributos federais, estaduais e municipais. Além dos impostos, considera taxas e contribuições, com multas, juros e correção monetária. Por isso, seu alcance é mais amplo do que a palavra “imposto” sugere.

01

Dados publicados

A metodologia reúne arrecadações divulgadas por órgãos como Receita Federal, Tesouro Nacional, secretarias de Fazenda e municípios.

02

Estimativas para as lacunas

Quando um dado ainda não foi publicado, usa-se o mesmo período do ano anterior, ajustado pelo crescimento médio do tributo nos três anos anteriores. Projeções também consideram a sazonalidade.

03

Movimento no painel

Neste portal, a referência da ACSP é consultada a cada cinco minutos. Entre consultas, os dígitos avançam pelo incremento informado pela fonte.

Por que os números não param?

A animação representa uma estimativa contínua. Não significa que cada pagamento de cada contribuinte chega ao painel naquele segundo.

Fonte: metodologia do Impostômetro ACSP ↗
UMA MEDIDA PARA COMPARAR

Quanto o Brasil paga de tributos?

O total em reais responde “quanto foi arrecadado”. A carga tributária compara esse total com o Produto Interno Bruto (PIB), medida da produção de bens e serviços do país.

O Tesouro Nacional estimou a carga tributária bruta de 2025 em 32,40% do PIB. É uma medida do conjunto da economia; não é a alíquota de cada produto nem a porcentagem paga por todas as famílias.

O painel de 2026 mostra outro período e outra forma de apresentação. Estimativas, revisões e diferenças de metodologia precisam ser consideradas nas comparações.

Fonte: estimativa do Tesouro para 2025, publicada em 10/04/2026 ↗

Quem arrecada os tributos?

O Brasil tem três esferas de governo. Cada uma possui competências tributárias próprias. Parte da receita é arrecadada pela União; outra parte é arrecadada diretamente por estados e municípios.

ESFERA FEDERAL

União

Exemplos: Imposto de Renda, IPI, IOF e contribuições sociais. A Receita Federal administra grande parte dos tributos federais.

ESFERA ESTADUAL

Estados e DF

Exemplos: ICMS, IPVA e ITCMD. A administração desses tributos cabe aos fiscos estaduais. O Distrito Federal também exerce competências municipais.

ESFERA MUNICIPAL

Municípios

Exemplos: IPTU, ISS e ITBI. As prefeituras administram esses tributos, além das taxas previstas na legislação local.

Fonte: Constituição Federal, artigos 153 a 156 ↗
Atenção aos recortes do painel

Na metodologia da ACSP, o contador de um estado reúne tributos federais, estaduais e municipais arrecadados naquele território. Já o contador de uma capital considera tributos municipais. Assim, o total estadual não equivale ao dinheiro disponível no caixa do governo estadual.

Consultar os recortes na metodologia ACSP ↗

O sistema está em transição. Em 2026 começa a fase de teste da CBS e do IBS. A substituição dos tributos sobre consumo é gradual; ICMS e ISS continuam presentes durante a transição. Entenda o calendário na Receita Federal ↗

Como o dinheiro é distribuído?

Arrecadar e receber são etapas diferentes. A Constituição determina que parte de certas receitas seja repartida. Isso combina arrecadação própria com transferências entre governos.

Pessoas e empresaspagam os tributos
União, estados e municípiosarrecadam conforme suas competências
Receitas próprias + repassescompõem os recursos de cada governo

Da União para estados e municípios

O Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recebem parcelas de receitas federais, como IR e IPI. O Tesouro efetua os repasses conforme as regras legais. Também existem transferências para políticas específicas, como educação e saúde.

Fonte: transferências constitucionais e legais — Tesouro Nacional ↗

Dos estados para os municípios

A Constituição atribui aos municípios 25% da arrecadação estadual de ICMS e 50% do IPVA relativo aos veículos vinculados ao município, conforme as regras constitucionais. A distribuição do ICMS entre municípios segue critérios legais; não é igual para todos.

Um exemplo para visualizar

De R$ 100 arrecadados em ICMS pelo estado, R$ 25 pertencem ao conjunto de seus municípios. O exemplo ilustra a repartição; não define quanto uma prefeitura específica recebe.

Fonte: Constituição Federal, artigo 158 ↗

E onde os recursos são aplicados?

O orçamento público organiza receitas e despesas: serviços, investimentos e outras obrigações. Há vinculações e mínimos constitucionais para áreas como saúde e educação. Para saber o gasto efetivo, é preciso consultar a execução orçamentária e os portais de transparência de cada governo.

Um repasse não é um novo imposto.

Transferir uma parcela da receita de um governo para outro redistribui o recurso já arrecadado. O Impostômetro, por si só, não mostra a qualidade dos serviços nem o destino de cada real.

Transforme informação em acompanhamento.

Use a contagem para entender a escala da arrecadação. Explore as simulações para conhecer os tributos da sua rotina e consulte as fontes para aprofundar a leitura.

As simulações são informativas. A média individual do portal é teórica e não representa seus pagamentos pessoais.

Fontes para continuar a leitura

Consulte as publicações originais e suas datas de referência.